Por Eline Vieira
Taís Sant'ana levou a Turma B de Vila de Cava abaixo quando contou a história do desentupimento de um cano na sua casa, construída no quintal da sua mãe. Seu irmão Denilson quase perde a namorada por causa do mau cheiro entranhado no corpo depois daquela aventura
Nome Taís Sant'ana >> Idade 24 anos
Estado civil Solteira" juntada".
Rua Praça Teodomiro Gonçalves
Time Brasil/Flamengo
Como se diverte?
Em casa, com a filha.
O que gosta de fazer?
Passear com a filha.
O que tem de bom na sua rua?
Nada.
Acha que vaio ganhar o pêmio?
Sim.
O que vai fazer com ele?
Vou me danar a tirar foto.
Minha rua tem história por quê...
Atolados até o pescoço
Taís conta a história em que ela estava lavando roupa, mas a água não descia descendo por causa do cano entupido. Foi então foi pedir ajuda a sua mãe, que mora no mesmo quintal. Na verdade, estava queria que ele intercedesse junto a seu irmão Denilson, para que ele desentupisse o cano. Ela e o irmão estão sempre brigando, e não foi diferente neste dia. Cruzaram-se quando estava voltando para casa, e começaram a discutir. Ela foi então passar um pano na casa, que estava alagada. Só depois foi ajudá-lo a desentupir.
Quando ele enfiou um vergalhão no cano, pediu pra ela verificar o que estava bloqueando a passagem da água. Ela dá um grito quando, horrorizada, descobre que passava um esgoto de banheiro pelo: "Cara, estão saindo muitos dejetos, tá fedendo demais." Os dois então caíram na gargalhada e mesmo assim continuaram.
Quem se deu muito mal nessa história foi o Denilson, que tinha marcado com uma menina na praça. "Não posso ir ver a menina fedendo desse jeito", diz para a irmã. Resolve então tomar um banho de sabão de coco, um de sabonete e, para finalizar, um de álcool.
Denilson usa o vergalhão, mas dessa vez Tais narra tudo o que aconteceu, como se estivesse transmitindo uma partida de futebol: "A merda começou a se mexer, lá vem ela, ele corre, empurra o navegante, passa na frente e o navegante fica na lateral..."
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Um sonho que não se realizou
Nome Daiana Derson Santana >> Idade 24Rua Dore de Almeida n° 102
Escolaridade Ensino Médio completo >> Futuro profissional Ser vendedora
Por que veio para o ProJovem?
Para me profissionalizar no curso de promoção de vendas
Estado civil Solteira
Time Flamengo >> Religião Católica
Acha que vao gnhar o prêmio?
Pretendo ganhar o jogo, estou me esforçando muito pra isso
Qual história contou?
Hoje minha vida não está completa pois minha avó Maria da Conceição não conseguiu realizar o sonho de construir uma casa de dois andares. Ela faleceu sem terminar esta obra. Antes de morrer ela comprou uma casa de dois andares, só que precisava de uma série de reformas. Minha avó Maria precisava encontrar um pedreiro que não desperdiçasse o material que ela iria comprar com tanto sacrifício. Mas por ironia do destino ela adoeceu e veio a falecer e não viu o seu sonho realizado. Mas como a vida continua, minha mãe Eliane Derson está realizando o desejo da minha avó e fazendo obras na casa. Já arrumou os quartos, a sala e fez alguns reparos na cozinha.
Minha avó não conseguiu realizar seu sonho, mas minha mãe resolveu atender à sua ultima vontade, terminar a sua casa.
A obra da minha avó
Por Eline
Nome Josemar do Nascimento Jacinto >> Idade 22 anos
Rua São João nº195 Vila de Cava >> Ocupação ajudante de pedreiro
Estado civil solteiro "juntado”
Porque entrou no projeto?
Curso de qualificação
Religião cristão
Como se diverte?
Na Igreja
O que gosta de fazer?
Cuidar da casa
O que tem de bom na sua rua?
Nada
Acha que vai ganhar o prêmio?
Sim
Se ganhar o que vai fazer?
Tirar muitas fotos da minha família
Qual história contou?
Dona Isabel avó de Josemar, sabendo que seu neto é pedreiro comprou alguns materiais querendo enfim colocar o sonhado piso em sua casa. Tudo começou bem, Josemar e seu irmão Ricardo começaram a colocar o piso no quarto deixando a sua avó feliz, só que apareceu um trabalho para Josemar e Ricardo. Dona Isabel ficou com a obra parada, e atordoada com a demora perguntou a seus netos "quando vocês vão acabar com a minha obra, eu não suporto mais i", Seus netos respondem, “calma vovó é que nós não temos tempo, estamos com muito trabalho e isso não dá pra fazer em um só dia”.
E dona Isabel já ficando impaciente com aquilo começou a ameaçar dizendo: se vocês não vierem fazer isso logo eu vou queimar todo o material, Então Josemar pra irritar cada vez mais a “velha" completa dizendo tudo bem queima mesmo se quiser ainda ajudo só que aviso serão dois trabalhos o de queimar e o de comprar tudo de novo.
E nada de obra, tudo continuou parado. Ela insistindo até que não suportou mais e desabafou: “olha se vocês não vierem aqui fazer essa obra eu vou vender tudo, por qualquer preço”. Josemar disse, mas vovó a senhora que sabe não dá pra fazer essa obra porque estou sem nenhum tempo e alem disso a senhora ainda quer que eu faça obra por pedacinhos sem tirar os móveis da sala, Assim não dá!
Nome Josemar do Nascimento Jacinto >> Idade 22 anos
Rua São João nº195 Vila de Cava >> Ocupação ajudante de pedreiro
Estado civil solteiro "juntado”
Porque entrou no projeto?
Curso de qualificação
Religião cristão
Como se diverte?
Na Igreja
O que gosta de fazer?
Cuidar da casa
O que tem de bom na sua rua?
Nada
Acha que vai ganhar o prêmio?
Sim
Se ganhar o que vai fazer?
Tirar muitas fotos da minha família
Qual história contou?
Dona Isabel avó de Josemar, sabendo que seu neto é pedreiro comprou alguns materiais querendo enfim colocar o sonhado piso em sua casa. Tudo começou bem, Josemar e seu irmão Ricardo começaram a colocar o piso no quarto deixando a sua avó feliz, só que apareceu um trabalho para Josemar e Ricardo. Dona Isabel ficou com a obra parada, e atordoada com a demora perguntou a seus netos "quando vocês vão acabar com a minha obra, eu não suporto mais i", Seus netos respondem, “calma vovó é que nós não temos tempo, estamos com muito trabalho e isso não dá pra fazer em um só dia”.
E dona Isabel já ficando impaciente com aquilo começou a ameaçar dizendo: se vocês não vierem fazer isso logo eu vou queimar todo o material, Então Josemar pra irritar cada vez mais a “velha" completa dizendo tudo bem queima mesmo se quiser ainda ajudo só que aviso serão dois trabalhos o de queimar e o de comprar tudo de novo.
E nada de obra, tudo continuou parado. Ela insistindo até que não suportou mais e desabafou: “olha se vocês não vierem aqui fazer essa obra eu vou vender tudo, por qualquer preço”. Josemar disse, mas vovó a senhora que sabe não dá pra fazer essa obra porque estou sem nenhum tempo e alem disso a senhora ainda quer que eu faça obra por pedacinhos sem tirar os móveis da sala, Assim não dá!
domingo, 14 de setembro de 2008
O Anúncio mal acabado
Nome Emerson Augusto Campos Barroso Bezerra da Silva Idade 18 anos
Rua Maria Custódia n° 949, Vila de Cava >> Religião Adventista >> Time Vasco
Escolaridade Cursando ensino médio e faço cursos de Gestão Empresarial e Informática
Futuro Profissional
A sua pretensão profissional é seguir carreira militar
Acha que vai ganhar o prêmio?
Acha que tem chance de ganhar porque tudo pode acontecer.
A sua história é...
Minha vizinha Bárbara cismou de fazer um salão de beleza na casa dela. O salão até que ficou maneiro. Foi quando ela quis fazer a propaganda que surgiu o problema. Ela rebaixou o muro para dar mais visibilidade ao empreendimento. Este muro também serviria como outdoor. Quando ela botou o anúncio começou a “zoação” Em vez dela ter colocado Manicure ela botou Manicura. Aí era só ela passar perto da barraca do minha avó que fica em frente ao salão que começava todo mundo mexer com ela, começava a brincadeira, todo mundo zoando. De tanto debocharem ela acabou tirando o A do letreiro e o anúncio agora está Manicur. Pior ainda.
Rua Maria Custódia n° 949, Vila de Cava >> Religião Adventista >> Time Vasco
Escolaridade Cursando ensino médio e faço cursos de Gestão Empresarial e Informática
Futuro Profissional
A sua pretensão profissional é seguir carreira militar
Acha que vai ganhar o prêmio?
Acha que tem chance de ganhar porque tudo pode acontecer.
A sua história é...
Minha vizinha Bárbara cismou de fazer um salão de beleza na casa dela. O salão até que ficou maneiro. Foi quando ela quis fazer a propaganda que surgiu o problema. Ela rebaixou o muro para dar mais visibilidade ao empreendimento. Este muro também serviria como outdoor. Quando ela botou o anúncio começou a “zoação” Em vez dela ter colocado Manicure ela botou Manicura. Aí era só ela passar perto da barraca do minha avó que fica em frente ao salão que começava todo mundo mexer com ela, começava a brincadeira, todo mundo zoando. De tanto debocharem ela acabou tirando o A do letreiro e o anúncio agora está Manicur. Pior ainda.
O Salão da Minha Sogra
Nome Gilson Alves de Andrade >> Idade 23 anos
Rua Jassanã n° 39, Nova Brasília >> Profissão: Eletricista residencial (NR 10)
Futuro Profissional Ser o melhor técnico na área da eletricidade
Religião Protestante >> Time Flamengo
Acha que vai ganhar o prêmio Vou ganhar porque todos são capazes, se os outros podem eu também posso
Qual a história que contou Meu sogro Dílson alugou uma loja para minha sogra dona Rivonete realizar o sonho de ter um salão de beleza. Só que a loja estava algum tempo desativada e precisaria de uma boa reforma para funcionar. Meu sogro então teve quer fazer um empréstimo para começar a obra. Depois do dinheiro já estar na mão deu-se início da parte pesada da obra. Na reforma estava prevista a construção de uma nova sala exclusiva para depilação e a manutenção de três paredes. Na obra trabalharam meu sogro Dílson, o primo da minha esposa o Ezequiel e eu. Minha esposa Ivina e minha sogra Rivonete ajudaram escolher a cor da tintura para o salão. O salão fica na Rua Muniz Barreto em Nova Brasília em frente a fábrica de explosivos. O nome do salão é Colegas da Nete, está sempre cheio, e minha sogra ficou muito satisfeita.
Rua Jassanã n° 39, Nova Brasília >> Profissão: Eletricista residencial (NR 10)
Futuro Profissional Ser o melhor técnico na área da eletricidade
Religião Protestante >> Time Flamengo
Acha que vai ganhar o prêmio Vou ganhar porque todos são capazes, se os outros podem eu também posso
Qual a história que contou Meu sogro Dílson alugou uma loja para minha sogra dona Rivonete realizar o sonho de ter um salão de beleza. Só que a loja estava algum tempo desativada e precisaria de uma boa reforma para funcionar. Meu sogro então teve quer fazer um empréstimo para começar a obra. Depois do dinheiro já estar na mão deu-se início da parte pesada da obra. Na reforma estava prevista a construção de uma nova sala exclusiva para depilação e a manutenção de três paredes. Na obra trabalharam meu sogro Dílson, o primo da minha esposa o Ezequiel e eu. Minha esposa Ivina e minha sogra Rivonete ajudaram escolher a cor da tintura para o salão. O salão fica na Rua Muniz Barreto em Nova Brasília em frente a fábrica de explosivos. O nome do salão é Colegas da Nete, está sempre cheio, e minha sogra ficou muito satisfeita.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Meu pé de laranja
Nome Juliana Pereira Santana >> Rua doutor José Batalha, 269
Ocupação Estudante >> Estado civil Solteira
Cursos Rotinas administrativas e telemarketing
O que tem de bom na rua? Nada
O que tem de ruim? Buraco, muito buraco
O que gosta de fazer? Ficar na internet
Como conheceu o projeto? Conheci através de cartazes
O que espera do projeto? Aprender, conseguir novas amizades
O que acha do projeto? Divertido
Porque entrou no curso? Procura de qualificação profissional
O qual a história que contou? No meu quintal tinha uma laranjeira muito antiga desde a época que minha avó era pequena. Minha avó sempre cuidava da árvore, ela sempre foi muito presente na vida de meu pai Antônio e de Meu tio Sebastião. Até que um dia, infelizmente minha avó veio a falecer, então meu e meu tio, Sebastião resolveram dividir o quintal para morar com a família. Mas havia um porém, ambos queriam a árvore do seu lado do terreno. Como fazer? Resolveram deixar a árvore exatamente no meio do muro, metade pra cada lado, assim os dois teriam muita laranja, sem nenhuma briga. Entretanto um dia a minha mãe, Elizete, me mandou me desfazer de um guarda-roupas. eu fiquei com tanta raiva que queimei o guarda roupa, só que, além do guarda-roupa eu queimei o pé de laranja, também.. Quando sua mãe chegou encontrou a árvore totalmente destruída, queimada, e perguntou o que havia acontecido. Veio então o recurso da mentira, disse que havia sido o seu irmão Marcos que havia ateado fogo na árvore. A mentira ficou como verdade, e até hoje ninguém sabe que foi ela que fez a maldade., seu irmão levou a culpa
Porque contou essa história? Ela tem muita importância na história de minha família
Ocupação Estudante >> Estado civil Solteira
Cursos Rotinas administrativas e telemarketing
O que tem de bom na rua? Nada
O que tem de ruim? Buraco, muito buraco
O que gosta de fazer? Ficar na internet
Como conheceu o projeto? Conheci através de cartazes
O que espera do projeto? Aprender, conseguir novas amizades
O que acha do projeto? Divertido
Porque entrou no curso? Procura de qualificação profissional
O qual a história que contou? No meu quintal tinha uma laranjeira muito antiga desde a época que minha avó era pequena. Minha avó sempre cuidava da árvore, ela sempre foi muito presente na vida de meu pai Antônio e de Meu tio Sebastião. Até que um dia, infelizmente minha avó veio a falecer, então meu e meu tio, Sebastião resolveram dividir o quintal para morar com a família. Mas havia um porém, ambos queriam a árvore do seu lado do terreno. Como fazer? Resolveram deixar a árvore exatamente no meio do muro, metade pra cada lado, assim os dois teriam muita laranja, sem nenhuma briga. Entretanto um dia a minha mãe, Elizete, me mandou me desfazer de um guarda-roupas. eu fiquei com tanta raiva que queimei o guarda roupa, só que, além do guarda-roupa eu queimei o pé de laranja, também.. Quando sua mãe chegou encontrou a árvore totalmente destruída, queimada, e perguntou o que havia acontecido. Veio então o recurso da mentira, disse que havia sido o seu irmão Marcos que havia ateado fogo na árvore. A mentira ficou como verdade, e até hoje ninguém sabe que foi ela que fez a maldade., seu irmão levou a culpa
Porque contou essa história? Ela tem muita importância na história de minha família
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Passado ou futuro?
Puxadinho de Thaís Santana derrubou árvores do pai
Por William Faria da Costa
Na Igreja Assembléia de Deus da rua Bayron Dore de Almeida acontece mais um dia de oficina do já conhecido Minha Rua Tem História, a contrapartida social do Pro Jovem Trabalhador.O objetivo do projeto em seu primeiro mês é proporcionar a formação cidadã dos 3.500 jovens recrutados nesta primeira fase.
As oficinas querem descobrir histórias sobre moradores e as ruas que tiveram intervenção do PAC. Na oficina orientada por Daiane Brasil, ela lembra da dinâmica realizada na semana passada e a tarefa que os jovens tinham a cumprir: contar uma história sobre uma árvore que fique perto da sua rua ou em seu quintal. Eu me interessei bastante no "causo" contado por uma menina que se chama Thaís Santana, que tem 24 anos.
Amor de mãe
Ela sempre morou com os pais até que por uma fatalidade seu pai veio a falecer de uma doença fatal. O câncer foi um golpe muito duro para a família de Thaís, mas sua mãe, dona Ana, conseguiu superar as dificuldades graças à herança deixada por seu pai: um quintal cheio de árvores frutíferas. Dona Ana olhava para as árvores o tempo todo, lembrando os momentos tristes e os momentos felizes vividos com o marido.
Quando a tempestade já estava dando espaço para a calmaria. veio uma notícia inesperada: Thaís engravidou com apenas 20 anos. Como se não bastasse a notícia surpreendente, a família tinha que resolver um problema: onde Thaís iria morar com seu cônjuge e sua filhinha? A resposta foi dada imediatamente por ela. "Mãe, eu corto algumas árvores do quintal e faço uma casa pra mim aqui mesmo."
Muro e bananeiras
Apesar de gostar das árvores que ficaram como herança, dona Ana sentiu uma vontade muito grande de ajudar sua filha. “Coração de mãe você sabe como é”, lembra Thaís. A mãe dela chamou o Ibama para cortar um pé de jamelão, duas jaqueiras e três mangueiras para construir o puxadinho de Thaís.
Ainda restava um dilema: onde é que construiriam o muro? À primeira vista, teriam que derrubar outras árvores. “Além de preservar a herança de papai, mamãe encontrou espaço para plantar cinco bananeiras”, lembra Thaís. Essas árvores deram muito frutos, que, fazendo jus a sua fama de bondosa, ela distribui para os vizinhos e amigos.
Se você quiser conferir, vá na rua Travessa Leodomiro Gonçalves nº 07, em Vila de Cava.
Por William Faria da Costa
Na Igreja Assembléia de Deus da rua Bayron Dore de Almeida acontece mais um dia de oficina do já conhecido Minha Rua Tem História, a contrapartida social do Pro Jovem Trabalhador.O objetivo do projeto em seu primeiro mês é proporcionar a formação cidadã dos 3.500 jovens recrutados nesta primeira fase.
As oficinas querem descobrir histórias sobre moradores e as ruas que tiveram intervenção do PAC. Na oficina orientada por Daiane Brasil, ela lembra da dinâmica realizada na semana passada e a tarefa que os jovens tinham a cumprir: contar uma história sobre uma árvore que fique perto da sua rua ou em seu quintal. Eu me interessei bastante no "causo" contado por uma menina que se chama Thaís Santana, que tem 24 anos.
Amor de mãe
Ela sempre morou com os pais até que por uma fatalidade seu pai veio a falecer de uma doença fatal. O câncer foi um golpe muito duro para a família de Thaís, mas sua mãe, dona Ana, conseguiu superar as dificuldades graças à herança deixada por seu pai: um quintal cheio de árvores frutíferas. Dona Ana olhava para as árvores o tempo todo, lembrando os momentos tristes e os momentos felizes vividos com o marido.
Quando a tempestade já estava dando espaço para a calmaria. veio uma notícia inesperada: Thaís engravidou com apenas 20 anos. Como se não bastasse a notícia surpreendente, a família tinha que resolver um problema: onde Thaís iria morar com seu cônjuge e sua filhinha? A resposta foi dada imediatamente por ela. "Mãe, eu corto algumas árvores do quintal e faço uma casa pra mim aqui mesmo."
Muro e bananeiras
Apesar de gostar das árvores que ficaram como herança, dona Ana sentiu uma vontade muito grande de ajudar sua filha. “Coração de mãe você sabe como é”, lembra Thaís. A mãe dela chamou o Ibama para cortar um pé de jamelão, duas jaqueiras e três mangueiras para construir o puxadinho de Thaís.
Ainda restava um dilema: onde é que construiriam o muro? À primeira vista, teriam que derrubar outras árvores. “Além de preservar a herança de papai, mamãe encontrou espaço para plantar cinco bananeiras”, lembra Thaís. Essas árvores deram muito frutos, que, fazendo jus a sua fama de bondosa, ela distribui para os vizinhos e amigos.
Se você quiser conferir, vá na rua Travessa Leodomiro Gonçalves nº 07, em Vila de Cava.